Economia

Grupo Fictor solicita recuperação judicial após falha na compra do Banco Master

Grupo Fictor solicita recuperação judicial após falha na compra do Banco Master

O Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no dia 02 de fevereiro de 2026, após a frustrada tentativa de compra do Banco Master em 2025. A empresa, que enfrenta dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões, busca reorganizar suas finanças e garantir a continuidade de suas operações.

A recuperação judicial foi solicitada ao Tribunal de Justiça de São Paulo e inclui as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo o grupo, essa medida é necessária para “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.

Impacto da liquidação do Banco Master

A crise do Grupo Fictor teve início após a liquidação extrajudicial do Banco Master, que foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor havia anunciado a intenção de adquirir o banco por R$ 3 bilhões, mas a operação foi interrompida pela decisão da autoridade monetária.

No pedido de recuperação, a Fictor solicitou um prazo de 180 dias para suspender cobranças, bloqueios e execuções, com o objetivo de negociar com credores de maneira organizada. O grupo pretende pagar todas as dívidas integralmente, sem descontos nos valores devidos.

Empregos em risco e reestruturação

O Grupo Fictor destacou que, durante o período de recuperação, a empresa busca preservar mais de 10.000 empregos diretos e indiretos. Antes da crise, a Fictor não apresentava histórico de atrasos ou inadimplência, mas implementou um plano de reestruturação que incluiu a redução de sua estrutura física e número de colaboradores.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diversos setores, incluindo indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. A recuperação judicial não inclui suas subsidiárias, que continuarão operando normalmente.

Opinião

A situação do Grupo Fictor é um reflexo das dificuldades enfrentadas por empresas em um mercado financeiro desafiador, onde decisões regulatórias podem impactar gravemente a operação de grandes grupos empresariais.