Economia

Governo Lula registra rombo fiscal acima de R$ 1 trilhão pelo terceiro ano

Governo Lula registra rombo fiscal acima de R$ 1 trilhão pelo terceiro ano

O setor público consolidado encerrou o ano de 2025 com uma dívida pública acima de R$ 1 trilhão, apresentando um déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, o que representa 8,13% do PIB do Brasil, conforme dados do Banco Central. Este é o terceiro ano consecutivo do governo Lula em que o rombo fiscal ultrapassa a marca de R$ 1 trilhão, com valores de R$ 1,065 trilhão em 2024 e R$ 1,074 trilhão em 2023.

Os números refletem uma deterioração nas contas públicas, considerando os gastos com os juros da dívida pública. Historicamente, as únicas outras ocasiões em que a dívida pública superou R$ 1 trilhão foram em 2015 e durante a pandemia do Covid-19 em 2020, quando o valor ultrapassou R$ 1,4 trilhão, atingindo o maior valor já registrado.

Apesar do cenário desafiador, a arrecadação federal em 2025 atingiu um novo recorde de R$ 3,98 trilhões, englobando todos os tributos, taxas, contribuições, multas e juros pagos pelos cidadãos. Este valor representa um aumento de 10,56% em relação aos R$ 3,6 trilhões contabilizados em 2024, refletindo uma combinação entre a dinâmica da economia real e uma agenda fiscal agressiva.

Dívida Bruta do Governo Geral

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 78,7% do PIB, totalizando R$ 10 trilhões em 2025. Este aumento é atribuído aos juros nominais, reconhecimento de dívidas e o crescimento do PIB nominal. O peso dos juros elevados sobre a dívida e os resultados fiscais negativos têm pressionado as contas públicas, apesar do crescimento do PIB.

No acumulado de 12 meses, o débito primário foi de R$ 45,5 bilhões, equivalente a 0,36% do PIB, acima dos R$ 37,7 bilhões registrados até outubro. Os juros nominais apropriados pelo setor público somaram R$ 87,2 bilhões em novembro, totalizando R$ 981,9 bilhões em 12 meses, representando 7,77% do PIB.

Resultados do Tesouro Nacional

O Governo Central encerrou 2025 com um débito primário de R$ 61,69 bilhões, ou 0,48% do PIB. No último mês do ano, foi registrado um superávit primário de R$ 22,1 bilhões. O resultado anual combinou um superávit de R$ 255,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central, com um déficit de R$ 317,2 bilhões na Previdência Social.

Opinião

A trajetória da dívida pública e do rombo fiscal exige atenção redobrada dos gestores, pois impacta diretamente a confiança dos investidores e o futuro econômico do país.