O governo Lula anunciou um aumento do imposto de importação de 1.200 itens, mas decidiu reverter parcialmente essa decisão após uma forte reação negativa nas redes sociais. O aumento afetava 120 produtos eletrônicos, incluindo celulares e notebooks, o que gerou um embate político significativo.
Reação nas redes sociais
A pressão nas redes sociais foi determinante, com vídeos de parlamentares da oposição alcançando dezenas de milhões de visualizações em poucos dias. O vice-presidente Geraldo Alckmin chegou a afirmar que as notícias sobre o aumento de impostos eram fake news, enquanto o governo tentava minimizar o impacto da decisão.
Justificativa do governo
O ministro Fernando Haddad justificou o aumento como uma medida para proteger a indústria nacional, ressaltando que a elevação do imposto visava compensar reduções tarifárias anteriores. No entanto, a oposição criticou a postura do governo, lembrando que a alta foi publicada em documentos oficiais antes de ser revogada.
Negativa de recuo
Embora o governo tenha recuado na decisão, ele nega o uso do termo ‘recuo’, afirmando que houve apenas a manutenção de isenções já existentes para produtos sem fabricação nacional equivalente. A administração argumenta que a notícia de que os eletrônicos ficariam mais caros era ‘imprecisa’ ou ‘simplesmente falsa’.
Impacto na popularidade de Lula
A popularidade do presidente Lula tem caído nas pesquisas, e a proximidade das eleições fez com que o governo avaliasse que o desgaste político de manter o imposto sobre eletrônicos populares seria inviável, levando a essa reavaliação.
Opinião
A dinâmica entre o governo e a pressão popular nas redes sociais reflete um novo cenário político, onde a voz do cidadão ganha cada vez mais força nas decisões governamentais.






