Política

Governo Lula aumenta imposto de importação e recua após críticas intensas

Governo Lula aumenta imposto de importação e recua após críticas intensas

Após elevar o imposto de importação de mais de 1.200 itens, incluindo eletrônicos e itens de informática, o governo Lula recuou parcialmente e passou a classificar veiculações sobre o aumento na tributação como “fake news”. A alta no imposto gerou forte repercussão negativa, especialmente nas redes sociais, o que levou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a reverter o aumento na taxação de 120 produtos, incluindo smartphones e peças de computador.

O recuo foi divulgado pela assessoria do MDIC na tarde de sexta-feira (27). No mesmo dia, o perfil oficial do governo publicou um vídeo do vice-presidente Geraldo Alckmin alegando que as notícias sobre a alta no imposto eram falsas. Até a publicação desta reportagem, o vídeo já somava mais de 6,5 milhões de visualizações nas redes sociais. Nele, Alckmin afirma que não haveria aumento do imposto de importação para produtos como celulares, notebooks e placas-mãe.

Reações e Críticas

A resposta de parlamentares da oposição não tardou. O deputado federal Nikolas Ferreira criticou tanto o aumento quanto o recuo do governo, afirmando que a situação era um desrespeito total com os brasileiros. Em sua conta no TikTok, o deputado Kim Kataguiri também se manifestou, afirmando que o governo era responsável por espalhar fake news.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o aumento do imposto de importação, alegando que visava proteger a indústria nacional. No entanto, a ampla repercussão negativa ocorreu em um momento em que pesquisas eleitorais mostram fragilização de Lula, que pretende disputar a reeleição neste ano.

Posição do Governo

Na manhã de sábado (28), o governo Lula insistiu que não houve recuo na taxação. Afirmou que a notícia sobre o aumento de preços de produtos eletrônicos era imprecisa ou simplesmente falsa. O governo explicou que o Comitê-Executivo de Gestão (GECEX) da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) reverteu os aumentos de alguns produtos, mas que isso já estava previsto.

Opinião

A situação expõe a fragilidade do governo em um momento crítico, onde a comunicação se torna essencial para manter a confiança da população.