O governo federal enfrenta um déficit alarmante de R$ 29,5 bilhões em fevereiro, conforme apontado pelo Banco Central (BC). Esse rombo é ainda mais agravado pelo desempenho negativo das estatais, que somaram R$ 568 milhões ao déficit, refletindo um rombo total superior a R$ 10,5 bilhões nos últimos 12 meses.
Contexto da Crise nas Estatais
Enquanto estados e municípios registraram um superávit de R$ 13,7 bilhões, as estatais continuam a enfrentar dificuldades financeiras. O Correios, por exemplo, está implementando um plano de reestruturação que inclui demissões voluntárias e a venda de imóveis para tentar reverter a situação.
Dívida Pública e Taxa de Juros
O relatório do BC também revela um aumento significativo na dívida pública líquida, que agora é de R$ 8,4 trilhões, representando 65,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida pública total alcançou R$ 10,2 trilhões, correspondendo a 79,2% do PIB. Em fevereiro, o déficit primário do governo foi de R$ 30 bilhões, e, ao considerar os juros, o débito nominal totaliza R$ 100,6 bilhões.
Impacto da Taxa Selic
A taxa Selic sofreu um corte de 0,25%, mas a autoridade monetária atribui a redução modesta à falta de disciplina fiscal do governo. O Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que a inflação e o aumento da dívida pública contribuíram para a elevação dos juros.
Opinião
A situação financeira das estatais e o déficit do governo federal revelam um cenário preocupante que demanda ações imediatas e efetivas para evitar um colapso econômico maior.





