As contas públicas brasileiras fecharam 2025 com um saldo negativo significativo, refletindo a pressão das despesas do governo federal que superaram as receitas. O setor público consolidado, que inclui a União, estados, municípios e empresas estatais, registrou um dívida primária de R$ 55,021 bilhões, o que equivale a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado representa um aumento em relação a 2024, quando o déficit foi de R$ 47,553 bilhões.
Dados Fiscais e Despesas
Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC), mostram que o crescimento das despesas foi de 3,4% em 2025, enquanto a receita líquida cresceu apenas 2,8%. Em dezembro de 2025, as contas públicas apresentaram um superávit de R$ 6,251 bilhões, que amenizou o impacto do déficit ao longo do ano.
Impacto da Dívida Pública
A dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,311 trilhões em 2025, representando 65,3% do PIB, um aumento em relação aos 61,3% do ano anterior. A dívida bruta do governo geral também subiu, atingindo R$ 10,017 trilhões, ou 78,7% do PIB.
Pressões Fiscais e Juros
O governo enfrentou pressões significativas devido ao crescimento de gastos obrigatórios, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC). As despesas com juros, que totalizaram R$ 1 trilhão em 2025, foram impactadas pela taxa Selic, que se manteve em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. Este aumento nos juros, embora tenha elevado os gastos, também foi compensado por operações de swap cambial que geraram ganhos significativos.
Opinião
O cenário fiscal do Brasil exige atenção imediata, com o crescimento do déficit e da dívida pública representando desafios significativos para a sustentabilidade econômica futura.
