O Governo Federal anunciou um novo pacote de medidas que custará cerca de R$ 31 bilhões para subsidiar os preços dos combustíveis. A proposta, que foi revelada nesta segunda-feira (6), será financiada por uma combinação de desoneração de impostos e aumento de tributação sobre o setor de petróleo.
De acordo com a equipe econômica, a principal fonte de recursos virá do aumento da arrecadação impulsionado pela alta internacional do petróleo. O governo espera que a elevação do preço do barril no mercado externo resulte em receitas adicionais que serão suficientes para compensar os subsídios.
Estratégias de Financiamento
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a proposta visa garantir a neutralidade fiscal sem impactar diretamente a meta de resultado primário. O governo projeta arrecadações adicionais em cenários onde o preço do petróleo esteja entre US$ 90 e US$ 100. Isso se deve ao fato de que um terço do petróleo produzido pela Petrobras é vendido ao exterior.
Além das receitas provenientes da alta do petróleo, o pacote inclui um imposto de exportação sobre o petróleo com alíquota de 12% e o aumento de tributos como o IRPJ e a CSLL para empresas do setor de óleo e gás. Também foi anunciada a elevação do IPI sobre cigarros, com previsão de arrecadação adicional de cerca de R$ 1,2 bilhão.
Impacto e Expectativas
A estratégia do governo é concentrar o aumento da carga tributária em setores com maior capacidade de absorção, minimizando o impacto sobre o consumidor final. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a compensação está estruturada na captura de receitas do próprio setor beneficiado pelas medidas.
O governo acredita que esse modelo permitirá financiar o pacote sem necessidade de cortes adicionais de gastos ou aumento generalizado de impostos. Além disso, as medidas foram desenhadas para serem temporárias e adaptáveis, podendo ser revistas caso haja mudanças significativas no preço do petróleo no mercado internacional.
Opinião
O pacote de subsídios e o aumento de tributos refletem a complexidade da gestão fiscal em um cenário de alta nos preços internacionais, mas levantam questões sobre a sustentabilidade das medidas a longo prazo.





