A privatização da Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, está prestes a ser concluída, após a renovação do contrato com Belo Horizonte, que era um dos principais entraves para a desestatização. Avaliada em até R$ 10 bilhões, a estatal teve seu contrato renovado em 25 de março de 2026, o que representa um passo decisivo para a oferta de ações.
O secretário de governo de Belo Horizonte, Guilherme Daltro, destacou que a renovação garante que cerca de R$ 1,8 bilhão de outorga livre será destinado à prefeitura. O governador Mateus Simões (PSD) e o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) estão diretamente envolvidos nesse processo, que promete mudar o cenário do saneamento no estado.
Expectativa de Privatização em Dois Meses
Com o contrato assinado, o próximo passo é a publicação do prospecto da oferta, crucial para que os interessados se posicionem na disputa. O governador Mateus Simões indicou que a privatização deve ser finalizada em até dois meses, com a publicação do edital nas próximas semanas e o leilão subsequente.
Competição entre Aegea e Sabesp
As empresas Aegea e o grupo formado pela Sabesp e Equatorial são as favoritas para assumir a Copasa. A Aegea já atende 39 milhões de pessoas em mais de 800 municípios e possui um forte respaldo financeiro, enquanto a Sabesp, recentemente privatizada, também está de olho na operação.
Modelo de Privatização e Desafios
O modelo de privatização prevê a venda de 30% da companhia, mas há preocupações sobre a transição entre as fases de venda. Especialistas apontam que, caso o mercado valorize as ações, o governo pode optar por vender tudo, excluindo o acionista de referência do processo. Essa situação gera insegurança entre os investidores.
Opinião
A privatização da Copasa representa uma mudança significativa no setor de saneamento em Minas Gerais, mas os desafios do modelo de privatização e a competição acirrada entre os candidatos devem ser observados com cautela.





