O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), causou surpresa no MDB ao anunciar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como seu vice na chapa para as eleições de 2026. A escolha contraria declarações anteriores de Mello, que havia afirmado em outubro de 2025 que a vaga de vice seria ocupada por um membro do MDB.
A decisão gerou um clima de tensão entre os emedebistas, que se preparavam para apoiar um candidato da própria legenda. O MDB convocou uma reunião de emergência, marcada para esta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, às 19h, no Hotel Castelmar, em Florianópolis, onde serão discutidos os próximos passos do partido.
Expectativas e Reações do MDB
O MDB, que comanda três secretarias estaduais no governo Mello, foi pego de surpresa pela decisão. Durante um encontro do partido em outubro de 2025, que contou com a participação de mais de 6 mil pessoas, Mello havia sinalizado uma possível aliança e a escolha de um vice emedebista.
Entre os nomes cogitados para a vaga estava o deputado estadual Antídio Lunelli, que expressou interesse em assumir a posição caso fosse convidado. A escolha de Adriano Silva, no entanto, mudou o cenário e a estratégia do MDB, que busca um realinhamento interno com apoio de deputados estaduais e federais.
Reunião do MDB e Futuro da Aliança
A reunião marcada para hoje deve avaliar as implicações políticas da decisão de Mello e discutir se o MDB manterá a aliança com o PL ou buscará novas estratégias para as eleições de 2026. A expectativa é de que a executiva estadual do MDB se posicione sobre os próximos passos e a continuidade da parceria com o governo.
Opinião
A escolha de Jorginho Mello por Adriano Silva como vice pode redefinir a dinâmica política em Santa Catarina, exigindo do MDB um reposicionamento estratégico diante das novas circunstâncias.
