A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, fez duras críticas a estudos que indicam os impactos econômicos do fim da escala 6×1 da jornada de trabalho. Em declarações recentes, ela questionou os dados que apontam para um aumento de custos de R$ 267 bilhões ao ano, principalmente para pequenas e médias empresas, e um aumento de 22% no custo da hora trabalhada, conforme levantamentos da FecomercioSP.
Proposta em discussão no Congresso
A proposta de mudança na jornada de trabalho, que visa alterar a atual configuração de seis dias de trabalho para cinco, está em discussão no Congresso Nacional e conta com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) pretende levar o projeto ao plenário até maio de 2026.
Críticas e reações
Gleisi Hoffmann rebateu reportagens que sugerem que a mudança poderia resultar em demissões e inflação. A ministra afirmou que os setores afetados terão um tratamento diferenciado e que o governo busca legislar de maneira que considere as particularidades de cada setor, especialmente dos pequenos empreendedores. Ela criticou a “ganância” de alguns setores, que, segundo ela, priorizam lucros em detrimento dos direitos trabalhistas.
Contexto e mobilização
O fim da escala 6×1 será um dos temas centrais nas comemorações do 1º de Maio deste ano, mobilizando centrais sindicais e gerando debates acalorados entre os diferentes setores da sociedade. A proposta de revisão do modelo atual de jornada de trabalho busca uma maior adequação às necessidades contemporâneas dos trabalhadores.
Opinião
A discussão sobre a jornada de trabalho é essencial para o futuro das relações laborais no Brasil. É fundamental que as decisões levem em conta tanto os direitos dos trabalhadores quanto a viabilidade econômica para as empresas.
