A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou que atenderá ao pedido do presidente Lula e será pré-candidata ao Senado nas eleições de 2026 pelo estado do Paraná. A decisão ocorre em meio a uma estratégia do partido para enfrentar a crescente onda conservadora na região.
Recentemente, Enio Verri, diretor-geral da Itaipu Binacional, abriu mão de sua pré-candidatura ao Senado, permitindo que Gleisi assumisse a posição. Verri declarou: “O que antes já estava bem desenhado, que era a minha pré-candidatura ao Senado e a pré-candidatura da Gleisi a deputada federal, foi alterada”. Com essa mudança, Lula busca fortalecer a candidatura de Gleisi, que é considerada a principal representante do PT no Paraná.
Desafios eleitorais e cenário político
As eleições ao Senado no Paraná, que ocorrerão em 2026, são vistas como um momento crucial para o partido, especialmente com a presença de candidatos de direita como Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml (União Brasil). Dallagnol lidera as pesquisas com 54% das intenções de voto, enquanto Gleisi e Zeca Dirceu aparecem com 12% e 10%, respectivamente.
O Paraná elegerá dois senadores em 2026, e a preocupação de Lula é que uma vitória da direita possa resultar em uma maioria conservadora no Senado, o que poderia impactar significativamente a agenda do governo federal.
Aliados e estratégia do PT
Enio Verri enfatizou a necessidade de uma ampla aliança progressista para enfrentar a direita conservadora e citou a importância da parceria entre partidos para garantir uma vitória nas urnas. Ele destacou que o PT está negociando com mais de dez partidos para formar uma coalizão que possa apoiar Gleisi em sua candidatura ao Senado.
Além disso, a estratégia do PT inclui a possível candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo do estado, que contaria com o apoio do partido de Gleisi para fortalecer a aliança.
Opinião
A decisão de Gleisi Hoffmann em aceitar a pré-candidatura ao Senado representa um movimento estratégico do PT para enfrentar a direita e garantir uma representação mais progressista no Senado, refletindo a urgência da situação política no Paraná.





