O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou estar “muito tranquilo” com o México como sede da Copa do Mundo de 2026. Sua declaração ocorreu após uma onda de violência no país, desencadeada pela morte de Nemesio Oseguera, líder do Cártel Jalisco Nueva Generação (CJNG), em uma operação militar.
No último domingo (20), o país enfrentou um clima de terror com dezenas de mortos, veículos incendiados e estradas bloqueadas. Durante os confrontos, pelo menos 27 agentes de segurança e 46 criminosos perderam a vida, além de uma civil, conforme informaram as autoridades.
Confiança nas autoridades mexicanas
Infantino, que se pronunciou na cidade colombiana de Barranquilla, garantiu: “Temos total confiança no México e em sua presidente, Claudia Sheinbaum.” Ele também revelou que a FIFA está em contato regular com as autoridades mexicanas, monitorando a situação. Apesar das imagens de violência que circularam pelo mundo, a presidente da Federação Mexicana de Futebol emitiu um comunicado tranquilizador a menos de quatro meses do início do evento, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
Segurança para os torcedores
Claudia Sheinbaum descartou riscos para os torcedores que visitarão Guadalajara, cidade que sediará quatro partidas da fase de grupos. O governador do estado de Jalisco, Pablo Lemus, também assegurou que não há risco de perder partidas no México, classificando como “completamente falsa” a possibilidade de que a cidade perca jogos da Copa do Mundo.
Infantino ainda não havia se manifestado sobre a segurança no México até o momento, mas seu apoio foi claro. As outras cidades mexicanas que sediarão o torneio, Cidade do México e Monterrey, não relataram incidentes violentos. Enquanto isso, a seleção mexicana se prepara para um amistoso contra a Islândia, programado para esta quarta-feira (25) no Estádio La Corregidora, em Querétaro.
Opinião
A confiança das autoridades na segurança do evento é crucial para tranquilizar tanto os torcedores quanto os organizadores, especialmente em um momento delicado como este.
