O argentino Gianluca Prestianni, de 20 anos, se manifestou nas redes sociais após ser acusado de ofensa racista contra o brasileiro Vinícius Júnior. O incidente ocorreu durante a derrota do Benfica para o Real Madrid por 1 a 0, no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 17 de outubro, pelos playoffs da UEFA Champions League.
Prestianni recebeu apoio público do Benfica, que publicou uma mensagem de solidariedade e um vídeo de 33 segundos sobre o incidente. O jogador afirmou que Vini Jr. teria “interpretado mal” suas palavras durante a comemoração do gol do Real Madrid. O atacante brasileiro, por sua vez, expressou sua irritação e relatou ter sido chamado de “macaco”.
Companheiros de Vinícius Júnior, incluindo Kylian Mbappé, reagiram imediatamente, acusando Prestianni de ter repetido a ofensa diversas vezes. Em resposta à repercussão, o jogador argentino usou suas redes sociais para esclarecer sua posição. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, que lamentavelmente interpretou mal o que acredita ter escutado”, escreveu.
Em sua declaração, Prestianni não detalhou o que foi dito durante o lance e não explicou o motivo de ter usado a camisa do Benfica para cobrir a boca ao se dirigir a Vini Jr.. O clube, ao divulgar o vídeo, questionou se os jogadores do Real Madrid teriam realmente condições de ouvir o que foi dito, considerando a distância.
A publicação do Benfica gerou forte reação nas redes sociais, com torcedores criticando a postura do clube e cobrando esclarecimentos mais objetivos sobre o caso. Além disso, imagens de gestos racistas nas arquibancadas circularam, ampliando a repercussão do incidente.
Opinião
A situação envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior destaca a necessidade urgente de um combate mais efetivo ao racismo no futebol, tanto dentro quanto fora de campo.
