O vice-presidente Geraldo Alckmin delineou a estratégia do governo para 2027, que inclui um rigoroso ajuste fiscal e a redução de juros pelo Banco Central. Essa abordagem, no entanto, gera tensão no mercado, pois desafia a ortodoxia econômica vigente.
Alckmin destacou que o déficit primário caiu de quase 10% em 2020 para metas de 0% ou 0,5%, ressaltando que é necessário realizar correções nas contas públicas desde o início do governo. Ele afirmou que, para o sucesso econômico, é crucial agir cedo e não adiar as decisões.
Desafios e Resistências
Embora ele defenda a austeridade, Alckmin enfrenta resistência de setores da coalizão que buscam popularidade imediata. Ele também propõe a manutenção da taxa sobre importações de baixo valor, visando proteger a indústria nacional. Essa decisão reflete a complexidade das prioridades políticas em um contexto de austeridade fiscal.
Conflito entre Políticas Monetária e Fiscal
Alckmin criticou a política monetária atual, afirmando que os juros estão “totalmente descalibrados” e que a inflação é resultante de choques de oferta, como a volatilidade do petróleo e a seca agrícola. Ele argumenta que a política monetária deve ser ajustada para refletir essas realidades, destacando que o Copom também alerta sobre a falta de disciplina fiscal que pode elevar a taxa de juros neutra da economia.
Coalizão e Governabilidade
Para garantir a aprovação das reformas necessárias, Alckmin anunciou que oito partidos já apoiam a chapa de reeleição do governo. No entanto, ele reconhece que aumentar a coalizão pode dificultar a manutenção de consensos sobre as prioridades econômicas.
Visão de Desenvolvimento Sustentável
O vice-presidente propõe um modelo de desenvolvimento focado em energia renovável e um Estado regulatório, evitando novos incentivos fiscais. Ele acredita que o Brasil pode se tornar um líder em suprimento sustentável, utilizando seu excedente de energia renovável para atrair investimentos em tecnologia.
Opinião
O plano de Alckmin apresenta um desafio significativo ao equilibrar austeridade fiscal e crescimento econômico, em um cenário que pode se tornar crítico sem as devidas correções nas contas públicas.





