O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite do dia 23 de outubro um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo é promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.
No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6×1 fosse adiada para 2027, destacando que o ano eleitoral pode interferir nas decisões. “Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, afirmou Skaf.
Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho, ressaltando que essa é uma tendência mundial. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo”, declarou o presidente.
Defesa Comercial
Durante a cerimônia, Alckmin também assinou um protocolo sobre defesa comercial, que visa combater práticas desleais. Ele destacou que a cooperação com o setor produtivo contribuirá para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado. O protocolo estabelece bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com o objetivo de promover o comércio justo e o uso adequado dos instrumentos de defesa comercial.
Expectativas Econômicas
Alckmin expressou confiança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) começará a reduzir a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, na próxima reunião agendada para março. Ele acredita que a apreciação do real e a desinflação dos alimentos contribuirão para essa redução.
Nova Tarifa dos EUA
O presidente em exercício também comentou sobre a nova tarifa global de 15% imposta pelos Estados Unidos, que, segundo ele, beneficia o Brasil. Alckmin afirmou que essa mudança representa uma oportunidade para o país retomar um comércio exterior importante com os EUA.
Opinião
A assinatura do acordo entre Alckmin e a Fiesp é um passo significativo para o fortalecimento do comércio exterior, mas o adiamento da discussão sobre a jornada de trabalho pode gerar debates acalorados no futuro próximo.
