Política

GDF propõe usar imóveis públicos para salvar BRB após crise com Banco Master

GDF propõe usar imóveis públicos para salvar BRB após crise com Banco Master

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um Projeto de Lei que autoriza o uso de 12 imóveis como garantias para o Banco de Brasília (BRB). A medida visa captar recursos para a instituição, que enfrenta dificuldades financeiras após o escândalo do Banco Master.

O projeto foi enviado na noite de 20 de fevereiro de 2026 e inclui imóveis como o Centro Administrativo do DF, localizado em Taguatinga, e terrenos no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Parque do Guará, no Lago Sul, na Asa Norte e em uma área no Setor Habitacional Tororó, próxima ao Complexo Penitenciário da Papuda.

Esses bens pertencem a estatais locais, como Terracap e Novacap. O montante que poderia ser levantado com essa proposta ainda não foi divulgado, e a aprovação depende da deliberação da CLDF.

A situação do BRB é crítica, com prejuízos que podem chegar a R$ 5 bilhões devido ao envolvimento com o Banco Master. Além disso, investigações apontam irregularidades estimadas em R$ 12 bilhões na aquisição de títulos considerados podres. O Banco Central (BC) exige que o BRB aumente seu patrimônio líquido após essas descobertas.

Embora o governador Ibaneis Rocha tenha maioria na CLDF, o presidente do Legislativo, Wellington Luiz, alertou que a tramitação do projeto não será simples. Ele destacou que, apesar das dificuldades, há uma disposição favorável entre os parlamentares para a recuperação do BRB.

Opinião

A proposta do GDF revela a urgência em lidar com a crise financeira do BRB, mas a utilização de bens públicos como garantia levanta questões sobre a gestão e a transparência na administração pública.