Na manhã do dia 21 de outubro de 2023, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou duas operações simultâneas, denominadas ‘Collusion’ e ‘Simulatum’, para investigar fraudes em licitações no município de Terenos, ocorridas em 2021. Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
O Grupo Dakila, criado pelo cientista Urandir Fernandes de Oliveira, se manifestou em nota, afirmando que não está envolvido nas operações do Gaeco. A diretoria do grupo ressaltou que as diligências não foram realizadas em seus imóveis, mas em um local vizinho, sem qualquer vínculo jurídico ou patrimonial com a organização.
Investigações e Relações Pessoais
A suspeita inicial sobre o envolvimento de Urandir Fernandes de Oliveira surgiu devido à sua amizade com Francisco Elivaldo ‘Eli’ de Sousa, proprietário do Jornal Impacto, que também foi alvo das operações. O advogado do Jornal Impacto já havia declarado que nem o Grupo Dakila nem Urandir estariam envolvidos nas investigações em questão.
Urandir, conhecido como o ‘pai do E.T Bilu’, é uma figura polêmica, tendo criado o Ecossistema Dákila, que inclui diversas empresas e projetos. Ele se destacou por suas histórias que misturam ciência e ficção, como a famosa cidade perdida de Ratanabá.
Operações do Gaeco
As operações ‘Collusion’ e ‘Simulatum’ têm como objetivo desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações, com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul confirmando que os mandados foram cumpridos em vários endereços, incluindo o Jornal Impacto e a residência de Eli Sousa. A ação visa investigar acordos ilícitos que teriam sido firmados para fraudar contratos.
Opinião
A situação envolvendo o Grupo Dakila e as operações do Gaeco levanta questões sobre a transparência nas relações entre empresas e licitações públicas, destacando a importância de investigações rigorosas para garantir a integridade dos processos.
