O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação do Banco Master foi uma decisão técnica necessária para preservar o sistema financeiro. A medida, anunciada em 09/02/2026, ocorreu sob a autonomia institucional garantida durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo destacou que a investigação das irregularidades do Banco Master foi respaldada pela independência do Banco Central e das instituições de controle. Ele enfatizou a importância dessa autonomia para agir sem interferências políticas, agradecendo o apoio do ministro Fernando Haddad e do procurador-geral Paulo Gonet.
Motivos da Liquidação
Galípolo justificou a liquidação ao mencionar que o Banco Master enfrentava sérias dificuldades financeiras, com apenas R$ 4 milhões em caixa e descumprindo regras de controle. O banco estava R$ 2,5 bilhões atrás do compulsório e tinha mais de R$ 120 milhões a pagar em CDBs.
Classificado como S3, o Banco Master era considerado de menor porte e sem peso sistêmico relevante. O presidente do Banco Central afirmou que o processo de encerramento foi menos complexo do que em casos históricos envolvendo grandes bancos, como o Bamerindus.
Condução Técnica e Segurança Jurídica
Galípolo ressaltou que a prioridade da liquidação foi proteger os clientes e o sistema financeiro, e não blindar gestores ou controladores. Ele elogiou o trabalho técnico da equipe, especialmente do diretor Ailton de Aquino Santos, e mencionou o acompanhamento do Tribunal de Contas da União, sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus.
Opinião
A liquidação do Banco Master evidencia a importância da autonomia do Banco Central e a necessidade de medidas rigorosas para garantir a estabilidade do sistema financeiro.
