Política

Gabriel Galípolo alerta sobre fraudes no Pix durante CPI do Crime Organizado

Gabriel Galípolo alerta sobre fraudes no Pix durante CPI do Crime Organizado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou na manhã de 08 de abril de 2026 da CPI do Crime Organizado no Senado, onde discutiu as fraudes financeiras que podem beneficiar organizações criminosas. Durante sua fala, ele foi questionado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre a efetividade do combate a essas fraudes.

Galípolo atribuiu as falhas no monitoramento a uma falta de pessoal no Banco Central, que conta com aproximadamente 3 mil servidores. Para comparação, o Federal Reserve dos EUA possui 23 mil servidores, o que levanta preocupações sobre a capacidade do órgão brasileiro em lidar com o aumento das fraudes.

Segurança do Pix

O presidente do BC também destacou o sistema de pagamentos Pix, que está disponível 24 horas por dia, e que tem sido alvo de incidentes cibernéticos. Ele afirmou que, em quase todos os casos de fraudes, houve a utilização de engenharia social, e não um ataque direto ao sistema do Pix. “Em nenhum dos casos foi atacado o sistema efetivamente do Pix. Foram sistemas próprios de instituições, ou muitas vezes sistemas terceirizados”, explicou Galípolo.

A segurança do Pix tem gerado questionamentos por parte do governo dos Estados Unidos, especialmente após a insatisfação de empresas de cartões de crédito. O tema também foi utilizado na campanha do presidente Lula (PT) para reforçar o discurso de soberania nacional. Recentemente, circularam boatos nas redes sociais sobre um suposto plano do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para acabar com o Pix, caso seja eleito presidente da República.

O convite para que Galípolo comparecesse à CPI foi feito pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também foi convocado, mas sua presença foi convertida em convite pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, desobrigando-o de comparecer. Isso resultou em sua ausência na sessão pela terceira vez.

Opinião

A participação de Galípolo na CPI revela a necessidade urgente de reforçar o quadro de servidores do Banco Central para enfrentar as crescentes ameaças do crime organizado no sistema financeiro.