O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, se tornou um termômetro para investidores, refletindo a aversão ao risco em meio a cenários globais incertos. Leandro Benincá, consultor de investimentos da API Capital, destaca que a palavra que domina esta edição do evento é incerteza.
Segundo Benincá, o ambiente em Davos apresenta um tom mais cauteloso do que em anos anteriores, contrastando com o otimismo das edições pós-pandemia. O relatório Global Risks Report revela que 40% dos participantes apostam em uma leve instabilidade econômica, enquanto 42% preveem uma turbulência econômica significativa e 8% acreditam em mudanças catastróficas no mundo. Além disso, 19% dos especialistas apostam em catástrofes econômicas globais nos próximos dez anos.
Alta do Ouro e Proteção do Mercado
A alta recente do ouro e de outros metais preciosos é vista como um reflexo direto desse clima de insegurança. Benincá explica que os mercados buscam proteção em ativos considerados seguros, como o ouro e a prata, sempre que há incertezas no cenário global. Ele observa que, enquanto o “sensor do medo” permanecer elevado, a busca por reservas de valor continuará.
Oportunidade para o Brasil nas Comidas Azuis
Além das preocupações econômicas, Benincá menciona a relevância de temas setoriais que ganham destaque no fórum, como o relatório das ‘Comidas Azuis’, que aborda alimentos produzidos em ambientes aquáticos. Ele acredita que o Brasil tem uma oportunidade significativa de participar desse debate, que, segundo ele, está sendo perdida.
Opinião
O clima de incerteza em Davos reflete uma preocupação global que pode impactar diretamente a economia brasileira, ressaltando a importância de aproveitar oportunidades emergentes.





