A violência no Brasil e no mundo traz custos econômicos diretos e indiretos que afetam o desenvolvimento. O Global Peace Index 2025 estima que, em 2024, o impacto econômico da violência alcançará US$ 19,97 trilhões, representando 11,6% do PIB mundial, ou cerca de US$ 2.455 por pessoa.
Na América Latina e Caribe, onde as taxas de homicídio são alarmantemente altas, a insegurança reduz o potencial de crescimento econômico. Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que um aumento de 30% nos homicídios pode resultar em uma queda de 0,14 pontos percentuais no crescimento econômico.
Possíveis ganhos ao reduzir a criminalidade
Por outro lado, o estudo sugere que se a criminalidade no Brasil fosse reduzida ao patamar médio mundial, isso poderia adicionar até 0,5 pontos percentuais ao crescimento anual do país. Os dados do Ranking de Competitividade dos Estados mostram que um ambiente de Segurança Pública mais robusto está diretamente relacionado a um melhor desempenho econômico.
Custos da criminalidade no Brasil
Os custos econômicos da criminalidade no Brasil foram estimados em 4,38% do PIB em 2015, totalizando um gasto agregado de R$ 285 bilhões. A perda de capacidade produtiva devido a homicídios entre jovens de 13 a 25 anos é particularmente preocupante, com uma perda média de R$ 550 mil por vítima.
Entre 1996 e 2015, as perdas agregadas superaram R$ 450 bilhões, refletindo um impacto significativo na economia. Além disso, a violência inibe o investimento, prejudicando ainda mais o crescimento do PIB.
Desafios e soluções para a segurança pública
Estudos sugerem que a expansão de orçamentos para segurança pública não é suficiente. É essencial que as escolhas sejam baseadas em análises de custo-benefício e em políticas de segurança fundamentadas em evidências, com monitoramento contínuo. Comparações internacionais, como o caso de El Salvador, mostram que medidas de exceção podem gerar riscos jurídicos e econômicos.
Opinião
Para enfrentar a violência e seus impactos, é fundamental uma abordagem integrada que priorize intervenções eficazes e sustentáveis, promovendo um ambiente mais seguro e propício ao crescimento econômico.
