A última pesquisa da Genial/Quaest confirma a ascensão do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o principal nome da direita nas eleições de outubro de 2026, em oposição ao projeto de reeleição do presidente Lula (PT). Em um cenário de polarização, a disputa entre os dois candidatos se acirra, com Flávio buscando atrair eleitores indecisos por meio de um discurso moderado.
Rejeição e Intenções de Voto
Os números da pesquisa mostram que Flávio Bolsonaro possui uma rejeição de 55%, enquanto Lula apresenta 54%. No entanto, ambos os candidatos enfrentam desafios significativos: Flávio oscila entre 29% e 33% nas intenções de voto, enquanto Lula varia de 35% a 39%. O quadro se complica ainda mais no segundo turno, onde Lula venceria Flávio por 43% a 38%, considerando uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
A Popularidade de Flávio
O conhecimento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro cresceu, com 61% dos brasileiros cientes de sua candidatura. O percentual de entrevistados que afirmam conhecer e que votariam em Flávio aumentou de 28% para 36%, enquanto sua rejeição diminuiu de 60% para 55%. Esses dados indicam que o senador está se tornando uma figura mais competitiva no cenário político.
Estratégias para Reduzir a Rejeição
A diretora-executiva do instituto de pesquisa Ideia, Cila Schulman, destaca que o discurso moderado de Flávio é uma estratégia importante para reduzir sua rejeição e conquistar apoio político. Ela observa que a eleição será decidida por cerca de 3% do eleitorado que não é polarizado, enfatizando a importância de propostas concretas para atrair esses eleitores.
O Cenário das Eleições
Os especialistas acreditam que a rejeição é um fator decisivo em um eventual segundo turno. A polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula deve intensificar a batalha de rejeição, onde o eleitor pode optar por um candidato apenas para evitar a vitória do outro. O fenômeno do “antipetismo de chegada” pode ser crucial para definir quem representará a oposição no segundo turno.
Opinião
A disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula promete ser uma das mais acirradas da história recente do Brasil, com a rejeição se tornando um fator determinante para os eleitores indecisos.
