Eleições

Flávio Bolsonaro conquista apoio de esquerdistas não lulistas em pesquisa Quaest

Flávio Bolsonaro conquista apoio de esquerdistas não lulistas em pesquisa Quaest

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026, está atraindo a atenção de esquerdistas que não se identificam com Lula (PT). Essa mudança, identificada pela pesquisa Quaest, indica um fenômeno que, embora pequeno em termos estatísticos, é simbolicamente significativo.

Crescimento entre esquerdistas não lulistas

De acordo com a pesquisa, Flávio Bolsonaro apresentou crescimento em todos os sete cenários de primeiro turno analisados, enquanto a popularidade de Lula caiu desde o final de 2025. O diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, explica que a agenda política nos últimos meses, focada em segurança, custo de vida e corrupção, desmobilizou parte do eleitorado de esquerda não lulista.

Dados da pesquisa

A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março de 2026, com uma margem de erro de 6 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Russo destaca que, apesar das variações estarem dentro da margem de erro, a queda de Lula combinada ao aumento de votos em branco e nulo sugere uma movimentação nesse grupo.

Características do eleitorado de esquerda não lulista

Esse eleitorado, que tende a ser mais jovem e urbano, geralmente demonstra maior afinidade com partidos como PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT. Russo aponta que a animação desse grupo com o governo Lula é condicional a eventos políticos recentes, refletindo uma preocupação crescente com a economia.

Preocupações econômicas e políticas

A pesquisa também revelou que a esquerda não lulista é o único segmento mais preocupado com a economia em relação a levantamentos anteriores. Deyvis Barros, secretário do diretório paulista do PSTU, critica a abordagem de Lula, afirmando que a realidade é marcada por uma piora na precariedade dos empregos e no aumento do custo de vida.

Eduardo Leite busca o eleitorado

Enquanto isso, pré-candidatos como Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, veem uma oportunidade de conquistar esse eleitorado. Leite declarou que pretende atrair aqueles que se identificam como esquerda ou direita, mas que não se sentem representados por Lula ou Bolsonaro.

Opinião

O cenário político brasileiro está em constante mudança, e a movimentação de Flávio Bolsonaro entre esquerdistas não lulistas pode indicar uma nova dinâmica nas eleições de 2026.