Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e seu irmão Eduardo Bolsonaro estão em meio a um embate interno que pode impactar suas campanhas eleitorais. Em mensagens publicadas no dia 23 de fevereiro de 2026, ambos tentaram contornar o mal-estar que surgiu entre figuras importantes de seu entorno político.
Flávio enfatizou que o objetivo principal é ganhar a eleição, não a briga interna, utilizando uma linguagem neutra para incluir todos os apoiadores. Ele afirmou: “Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”. Essa abordagem visa unir as forças em torno de sua candidatura.
A união é necessária
Eduardo Bolsonaro também se manifestou, destacando a necessidade de união no Brasil. Ele afirmou que “existem dois projetos muito bem postos: o do Lula e, do outro lado, o do Flávio“. Eduardo alertou que, se Flávio não for eleito, o Brasil seguirá em uma “página sombria”. Ele ainda criticou a falta de apoio de Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira à campanha de seu irmão, sugerindo que ambos estão se esquecendo de apoiar Flávio.
Manifestação e desentendimentos
A situação se agravou com a convocação de uma manifestação para o dia 1º de março por Nikolas Ferreira, que não incluiu pautas relevantes para a campanha de Flávio. Eduardo cobrou uma participação mais ativa de Michelle e Nikolas, o que gerou reações. Nikolas ironizou a crítica de Eduardo, afirmando que não possui amnésia e que se recorda dos ataques que sofreu.
Por outro lado, Michelle Bolsonaro publicou uma foto de um prato que preparou para Jair Bolsonaro, mas a postagem foi rapidamente apagada. Eduardo, em resposta, criticou a falta de apoio e repostou uma mensagem que dizia: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.
Reações adversárias
Adversários políticos estão se aproveitando da briga interna. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) celebrou a disputa, afirmando que ela ajuda a campanha de Lula. Ele escreveu: “FOGO NO PARQUINHO! Enquanto eles brigam por likes e protagonismo, o povo quer quem governe de verdade”.
Opinião
A crise interna entre os irmãos Bolsonaro pode ser um fator decisivo para suas campanhas, revelando a fragilidade da união em um momento crucial para o futuro político do Brasil.
