Eleições

Flávio Bolsonaro ataca Lula em vídeo de samba-enredo com IA antes do desfile

Flávio Bolsonaro ataca Lula em vídeo de samba-enredo com IA antes do desfile

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou em suas redes sociais um vídeo criado com inteligência artificial no dia 15 de outubro. O vídeo simula um samba-enredo com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que será homenageado pela Acadêmicos de Niterói na Sapucaí.

No vídeo, o presidente Lula é chamado de ladrão e aparece vestido como presidiário. Um trecho do samba diz: “Lá vem o bloco do luladrão, com a esbanja dando a mão”, enquanto imagens de Lula e da primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja, são exibidas. O desfile fictício também apresenta uma escultura do “Careca do INSS”, fazendo referência a fraudes em pensões e aposentadorias, além de carros alegóricos que representam o Banco Master e os Correios.

Na legenda do vídeo, Flávio Bolsonaro afirma: “Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos”. A Acadêmicos de Niterói, que estreia no Grupo Especial, vai abrir os desfiles na Sapucaí com o enredo: “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Críticas e tentativa de barrar desfile

A oposição tem criticado o uso de verba pública no desfile, uma vez que a Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão da Embratur, quantia igual à repassada a cada uma das outras 11 escolas do Grupo Especial do Rio. O desfile em homenagem a Lula também enfrentou ações judiciais de parlamentares de oposição que tentaram barrar o samba-enredo. No dia 12 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido, mas a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, alertou que “a festa popular não pode ser fresta para ilícitos eleitorais de ninguém”.

Na sexta-feira, 13, a Comissão de Ética da Presidência da República fez recomendações sobre a participação de autoridades no desfile. Lula deve assistir ao evento do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), enquanto Janja desfila.

Opinião

A polarização política se intensifica com ações que misturam cultura e política, refletindo a tensão entre as figuras públicas.