No próximo dia 27 de outubro, o Conselho Deliberativo (CoDe) do Flamengo se reunirá em assembleia para votar uma proposta que pode mudar o cenário político do clube. A proposta de reforma do Artigo 77 do estatuto visa vetar a presença de sócios que atuem em outros clubes, direta ou indiretamente, nas esferas de poder do Flamengo. Essa medida, sugerida pelo atual presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é vista como uma tentativa de inviabilizar a candidatura de Rodolfo Landim, seu antecessor, nas eleições de 2027.
Conflito entre Bap e Landim
A relação entre Bap e Landim se deteriorou desde que o ex-presidente decidiu apoiar Rodrigo Dunshee na sucessão, o que fez com que Bap e Landim se tornassem adversários políticos. Landim, que atualmente lidera a oposição no CoDe, enfrenta dificuldades para aprovar projetos, evidenciando a tensão entre as duas facções.
O veto e suas implicações
A proposta de Bap, que será votada em rito sumário, prevê que o sócio que exerça cargo de direção em outra agremiação ou que seja torcedor notório desse clube não poderá participar dos poderes do Flamengo. A nova redação do artigo 77 também ampliaria o veto para incluir sócios que atuem como investidores, acionistas ou consultores em outras agremiações desportivas. Caso a proposta seja aprovada, Landim precisaria se desvincular do Confiança, clube da Série C, até setembro de 2023 para poder concorrer em 2027.
Consultoria e desdobramentos
Embora Landim tenha negado ter assumido um cargo na gestão do Confiança, ele confirmou que presta consultoria para o grupo LG2, que adquiriu a SAF sergipana. Esse detalhe pode complicar ainda mais sua situação, caso a proposta de Bap seja aprovada, já que o ex-presidente teria que se desvincular completamente de qualquer vínculo com o outro clube.
Opinião
A proposta de Bap acirra ainda mais a disputa política no Flamengo, evidenciando a polarização entre as facções e levantando questões sobre a democracia interna do clube.
