O aplicativo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) enfrentou instabilidade nesta manhã, 17 de janeiro de 2026, durante o primeiro dia de pedidos de compensações para investidores do Banco Master. O FGC começou a receber os pedidos de ressarcimento para aqueles que tinham dinheiro aplicado no banco, que foi liquidado em 18 de novembro de 2025.
De acordo com a assessoria de imprensa do FGC, o aplicativo registrou um alto volume de acessos simultâneos, superando 140 mil, o que comprometeu a disponibilidade do serviço aos usuários. O órgão informou que a situação de instabilidade foi uma consequência desse grande número de acessos.
Compensações para investidores
Os investidores que possuíam aplicações em CDBs e outros títulos com proteção devem baixar o aplicativo para manifestar o interesse em receber os valores investidos, além de indicar uma conta para o recebimento dos recursos. O FGC estima que cerca de 800 mil pessoas têm direito ao ressarcimento, com um montante que pode chegar a até R$ 40,6 bilhões, o maior desembolso da história do fundo.
Os valores a serem ressarcidos estão limitados a R$ 250 mil por CPF, respeitando a lista de credores e os valores devidos, que foi repassada ao liquidante do banco, a empresa EFB Regimes Especiais. As aplicações dos investidores estavam com rendimentos congelados desde a liquidação do Banco Master.
Escândalo e investigações
A liquidação do Banco Master ocorreu após uma investigação que envolveu seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro, que continua sob investigação pela Polícia Federal. O FGC disponibilizou um e-mail para atendimento de dúvidas: atendimento.credores@fgc.org.br.
Opinião
A instabilidade no aplicativo do FGC levanta questões sobre a capacidade do fundo em gerenciar situações de alta demanda, especialmente em momentos críticos para os investidores.
