Economia

FGC desembolsa R$ 26 bilhões a credores do Banco Master e amplia garantias

FGC desembolsa R$ 26 bilhões a credores do Banco Master e amplia garantias

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já desembolsou R$ 26 bilhões para investidores e correntistas prejudicados pela liquidação do Banco Master. Este valor representa 66,43% do total de garantias previstas até o momento. Até agora, mais de 521 mil credores receberam os pagamentos, o que equivale a 67,29% do público com direito à cobertura.

Os pagamentos começaram no dia 19 de janeiro de 2026 e ganharam velocidade após ajustes técnicos nos sistemas do fundo, que elevaram o desempenho operacional. Atualmente, o aplicativo do FGC processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora, enquanto equipes técnicas acompanham o funcionamento das plataformas em tempo real para acelerar as liberações. O FGC informou que, devido a procedimentos de segurança e prevenção a fraudes, a liberação de pagamentos pode passar por camadas adicionais de verificação, impactando os prazos individuais de conclusão do processo.

Expectativa de Desembolso

Além do caso do Banco Master, o FGC também terá que cobrir as aplicações do Will Bank, que foi liquidado na semana passada pelo Banco Central, com um montante estimado em R$ 6,3 bilhões em garantias. Somadas as liquidações do Master e do Will Bank, o desembolso total do FGC deve alcançar pelo menos R$ 47 bilhões, quase um terço do patrimônio acumulado do fundo.

Garantias e Regras do FGC

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, em depósitos e créditos cobertos, protegendo correntistas e investidores em casos de quebra de bancos autorizados a operar no Brasil. O fundo é mantido pelas próprias instituições financeiras e funciona como uma rede de segurança para o sistema bancário.

Mudanças no Estatuto

Recentemente, mudanças no estatuto do FGC foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ampliando o alcance de atuação do fundo antes mesmo da decretação de liquidação pelo Banco Central. Com as novas regras, o fundo pode agir em situações de ‘dificuldade financeira relevante’ reconhecidas pelo Banco Central, incluindo operações de mudança de controle ou transferência de ativos e passivos para outras instituições. O objetivo é evitar a interrupção de serviços, reduzir custos de quebras e preservar a estabilidade do sistema financeiro.

Opinião

A situação do FGC e as liquidações de instituições financeiras ressaltam a importância de um sistema bancário robusto e de garantias que protejam os investidores e correntistas em momentos de crise.