O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou em entrevista que tinha conhecimento das fraudes ocorridas no Banco Master antes da sua liquidação, que aconteceu em 27 de fevereiro de 2026, mas não pôde se pronunciar publicamente por razões funcionais.
Disputa de Narrativas
Haddad comentou sobre a “disputa de narrativas” que envolvia as operações do Banco Master, onde existiam opiniões divergentes sobre a sustentabilidade do banco, que oferecia investimentos com retorno de 140% do CDI. Ele destacou que, enquanto muitos especialistas alertavam sobre a fragilidade do modelo de negócios, havia outros que defendiam o dono da instituição, Daniel Vorcaro, como um “gênio da raça”.
Investigações e Consequências
As investigações sobre as fraudes no Banco Master se estenderam por seis anos e culminaram na prisão preventiva de Vorcaro, sob suspeita de fraudes ao sistema financeiro. Haddad questionou a lentidão das apurações, ressaltando que havia indícios claros sobre as operações da instituição durante todo o período em que ela cresceu.
Proposta de Ciro Nogueira
Em meio a essa situação, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que atualmente é de R$ 250 mil, para R$ 1 milhão. Essa medida visa proteger mais investidores em casos de falências de instituições financeiras.
Opinião
A situação do Banco Master levanta questões importantes sobre a regulação do sistema financeiro e a proteção dos investidores. A transparência das operações bancárias é crucial para evitar crises futuras.






