O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao UOL no dia 19 de janeiro de 2026, minimizou o impacto da economia nas eleições marcadas para este ano. A declaração ocorre em um momento em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% para 1,6%.
Cenário eleitoral em transformação
Haddad analisou o atual cenário eleitoral, destacando que a população se mostra mais “suscetível” a mudanças de preocupação prioritária. Segundo ele, essa instabilidade pode impactar o pleito, afirmando que “eu não acredito que a economia vai derrotar o governo”. O ministro enfatizou que, embora a economia seja um fator importante, não é necessariamente decisivo para a vitória ou derrota nas urnas.
Operação Contenção e mudança de foco
Como exemplo dessa mudança de foco, Haddad citou a Operação Contenção, que combateu o Comando Vermelho no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Ele observou que a preocupação da sociedade estava voltada para a economia, mas rapidamente mudou ao ver as imagens da operação policial nos noticiários.
Instabilidade emocional e Jair Bolsonaro
O ministro ainda comentou sobre a fase de extrema-direita que o mundo enfrenta, que gera instabilidade emocional nas pessoas. Ele citou o ex-presidente Jair Bolsonaro como um exemplo de como essa instabilidade pode levar a mudanças de opinião, afirmando que, se Bolsonaro conseguiu chegar à presidência, qualquer cidadão poderia aspirar a cargos altos.
Possibilidade de candidatura ao Senado
Apesar de Haddad ter resistido à ideia de concorrer nas eleições de 2026, ele revelou que está em conversas com o presidente Lula sobre seu futuro. Uma das possibilidades discutidas é a candidatura de Haddad ao Senado por São Paulo.
Crescimento global
O relatório do FMI também prevê um crescimento de 3,3% do PIB global e 2,2% para a América Latina, contrastando com a previsão reduzida para o Brasil.
Opinião
A análise de Haddad sobre a economia e suas implicações nas eleições reflete a complexidade do cenário político atual, onde fatores externos podem influenciar as decisões dos eleitores.





