Política

Fernando Haddad defende taxação e rebate oposição após rombo de R$ 10 bilhões

Fernando Haddad defende taxação e rebate oposição após rombo de R$ 10 bilhões

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se posicionou sobre as críticas da oposição, que o chamou de “taxad” devido às suas recentes decisões fiscais. Durante o lançamento da plataforma digital da reforma tributária, Haddad redirecionou a lógica do apelido, afirmando que está satisfeito em ser reconhecido como o único ministro da Fazenda nos últimos 30 anos a taxar offshore, fundos familiares fechados e paraísos fiscais.

O governo enfrenta um cenário delicado nas contas públicas, fechando 2025 com um déficit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, os Correios registraram um rombo previsto de R$ 10 bilhões. A situação econômica se agrava com as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê uma desaceleração da economia em 2026.

Impostos e Críticas

Desde 2023, o governo subiu ou criou impostos 24 vezes, o que representa uma medida a cada 37 dias. Haddad, que já tentou aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), viu sua proposta caducar após forte oposição.

Defesa de Gabriel Galípolo

Em meio às críticas, Haddad defendeu a nomeação de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central, destacando que ele herdou problemas da gestão anterior. O ministro ainda criticou a oposição por desviar a atenção ao falar sobre a taxação do Pix, afirmando que isso não tem fundamento.

Opinião

A postura de Haddad reflete a pressão sobre o governo em um momento crítico, onde a defesa de políticas fiscais se torna essencial para a estabilidade econômica.