O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não há risco sistêmico para o sistema bancário devido às fraudes do Banco Master, pois esse risco ficou concentrado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo ele, as fraudes estão afetando entre 30% a 50% do volume do fundo, mas o impacto financeiro está restrito a essa faixa.
Durante sua participação no podcast Flow, Haddad destacou a necessidade de recompor financeiramente o FGC e defendeu mudanças nas regras para evitar novas fraudes. Ele mencionou que as brechas que permitiram ao Banco Master operar de forma fraudulenta não podem mais existir. “Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central (BC), que é um órgão autônomo, e está revisando as normas para impedir que isso aconteça novamente”, afirmou.
O ministro também lembrou que as fraudes nos CDBs do Banco Master ocorreram principalmente durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do BC. Ele observou que o problema foi “estancado” após Gabriel Galípolo assumir a presidência da autoridade monetária em 2025. “Desde que houve mudança na gestão do BC, o tratamento ao Master é outro”, argumentou.
Haddad reiterou que o Banco Master é a maior fraude bancária do Brasil e possivelmente uma das maiores do mundo. Ele enfatizou a importância de que as investigações sejam levadas até o fim: “Todo mundo está 100% alinhado a levar isso até o fim, dentro da lei”.
Por fim, o ministro ponderou que, embora o risco financeiro do caso Master esteja restrito ao FGC, do ponto de vista moral, o impacto é mais amplo, envolvendo governos estaduais e municipais.
Opinião
A situação envolvendo o Banco Master levanta questões importantes sobre a segurança do sistema financeiro e a necessidade de uma regulação mais eficaz para proteger investidores e a sociedade.






