Política

Fernanda Pacobahyba denuncia impacto catastrófico de congelamento de verba para merenda

Fernanda Pacobahyba denuncia impacto catastrófico de congelamento de verba para merenda

Em entrevista à Voz do Brasil, Fernanda Pacobahyba, presidenta do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destacou o impacto negativo do congelamento da verba para merenda entre 2017 e 2022. Durante esse período, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ficou sem reajuste, o que, segundo ela, foi “catastrófico” para a segurança alimentar de milhões de estudantes.

Com a nova gestão do presidente Lula, o PNAE recebeu um reajuste de 14,35% em 2023, após um aumento de 39% no mesmo ano. Essa soma resulta em um reajuste total de quase 55% desde 2023, crucial para garantir a alimentação adequada de 40 milhões de estudantes em todo o país.

Orçamento do PNAE e Agricultura Familiar

O orçamento do PNAE deve alcançar R$ 6,7 bilhões em 2026, com a determinação de que pelo menos 45% desse valor seja destinado à compra de alimentos da agricultura familiar. Essa medida visa garantir a qualidade dos alimentos oferecidos nas escolas, priorizando produtos frescos e nutritivos.

A presidenta do FNDE também ressaltou a importância de limitar a compra de alimentos ultraprocessados, reduzindo de 20% para 10% a partir de 2026. “Queremos frutas, legumes e verduras chegando no prato dos estudantes”, afirmou.

Impacto na Segurança Alimentar

Fernanda Pacobahyba enfatizou que a falta de reajuste nos últimos anos resultou em menos comida na mesa das crianças. “Não ter o reajuste significa menos comida chegando no prato das crianças”, disse. A nova política de alimentação escolar é considerada uma evolução significativa, com foco na qualidade e na preservação das culturas alimentares locais.

Opinião

O congelamento da verba para merenda expõe a fragilidade do sistema educacional e a necessidade urgente de investimentos em alimentação escolar para garantir o futuro das crianças brasileiras.