O filho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, tem se mostrado “absolutamente tranquilo” com a recente aprovação da quebra de seus sigilos bancário e fiscal pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão ocorreu em uma votação realizada no dia 26 de outubro.
Embora a CPMI tenha autorizado a quebra de sigilos, parlamentares governistas estão tentando anular essa votação, alegando que a manobra regimental realizada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), foi inadequada. Eles pediram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que revogue a deliberação.
Fábio, conhecido como Lulinha, acredita que essa é mais uma tentativa da oposição de desgastar a imagem do governo petista, buscando narrativas que, segundo ele, não serão confirmadas pelas informações sigilosas. Ele chegou a brincar que esse movimento se assemelha à busca pela sua “Ferrari de ouro“, em referência a um vídeo que falsamente o mostrava dirigindo um carro luxuoso.
A defesa de Lulinha também se manifestou, afirmando que ele não participou das fraudes no INSS e que fornecerá “voluntariamente” os “documentos pertinentes” ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro relator das investigações, André Mendonça, já havia autorizado a quebra de sigilos em janeiro, a pedido da Polícia Federal, o que enfraquece a tentativa da CPMI.
Opinião
A situação de Fábio Luís Lula da Silva revela um embate político intenso, onde a busca por transparência pode esbarrar em manobras legislativas e tensões entre governo e oposição.






