Política

Fabiana Bolsonaro critica Érika Hilton e gera polêmica com ‘blackface’ na Alesp

Fabiana Bolsonaro critica Érika Hilton e gera polêmica com 'blackface' na Alesp

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) causou polêmica ao pintar o próprio corpo de marrom em uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 18 de outubro de 2023. O ato foi uma crítica à nomeação da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

A prática, conhecida como blackface, é considerada racista por ridicularizar pessoas negras. Durante seu discurso, Fabiana afirmou: “Eu sou uma mulher branca. Eu tive os privilégios de uma pessoa branca em todo o decorrer da minha vida”. Ela questionou se, ao se maquiar como uma pessoa negra, poderia entender as dores enfrentadas por essa população.

Fabiana também criticou a presença de Érika Hilton na presidência da comissão, afirmando que isso “me entristece muito” e questionando a participação de mulheres trans em espaços femininos. Após a sessão, a deputada estadual Beth Sahão (PT) protocolou uma representação no Conselho de Ética contra Fabiana por racismo e transfobia, alegando que sua fala configurava crimes.

A deputada Mônica Seixas (PSOL) também se manifestou, acusando Fabiana de racismo e transfobia e pedindo uma censura por discurso de ódio na tribuna. Em resposta à repercussão negativa, Fabiana afirmou que sua ação foi uma “performance simbólica e reflexiva” sobre representatividade e que não se pode comparar mudanças superficiais a vivências profundas.

Opinião

O episódio destaca a importância de discutir a representatividade e os limites do discurso político, especialmente em temas tão sensíveis como raça e gênero.