O Exército iraniano lançou um alerta preocupante, afirmando que irá atacar usinas de dessalinização de água e outras infraestruturas vitais na região do Golfo Pérsico, caso os Estados Unidos sigam com suas ameaças de atingir instalações de energia no Irã. A tensão aumentou quando o presidente americano, Donald Trump, elevou o tom de suas declarações, ameaçando atacar a ‘civilização inteira’ do Irã.
Dependência crítica da dessalinização
Os países do Golfo, incluindo Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, são extremamente dependentes da água dessalinizada. O Bahrein é um exemplo extremo, dependendo 100% de água dessalinizada desde 2016. O Catar também depende totalmente desse recurso. Nos Emirados Árabes Unidos, mais de 80% da água potável vem de processos de dessalinização, enquanto na Arábia Saudita, cerca de 50% do abastecimento de água é dessalinizada em 2023.
Vulnerabilidades das usinas de dessalinização
As usinas de dessalinização no Golfo são altamente concentradas e vulneráveis a ataques. Muitas delas, como a Ras Al Khair, a maior do mundo, processam 3 milhões de metros cúbicos de água por dia e também geram eletricidade. Um ataque a essas usinas poderia causar crises humanitárias e econômicas significativas, interrompendo o abastecimento de água para a população e levando a apagões.
Medidas de segurança em resposta às ameaças
Frente a essa ameaça, o governo saudita investiu no Reservatório Estratégico de Água de Riad, reconhecido como a maior instalação de armazenamento de água potável do mundo. O Catar, por sua vez, concluiu a construção de 15 grandes reservatórios de água potável, para evitar crises de abastecimento.
Impacto das tensões no abastecimento de água
A situação atual destaca a vulnerabilidade dos países do Golfo à escassez de água potável, exacerbada pelas tensões políticas. A dependência da dessalinização, que é um processo de alto consumo de energia e gera resíduos poluentes, torna a região ainda mais suscetível a crises.
Opinião
A crescente tensão entre os EUA e o Irã pode ter consequências devastadoras para a segurança hídrica no Golfo, ressaltando a necessidade urgente de soluções sustentáveis e diplomáticas para garantir o abastecimento de água potável.





