No dia 19 de outubro de 2023, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A detenção ocorreu em sua antiga mansão, em Windsor, e gerou grande repercussão na mídia internacional.
Andrew, que completou 66 anos no dia de sua detenção, é acusado de ter enviado documentos confidenciais do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein, quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. A prisão de um membro da realeza é um evento sem precedentes nos tempos modernos, sendo a última vez que isso ocorreu com um membro da família real no Reino Unido em 1649, com a prisão de Carlos I.
Após mais de 10 horas detido, Andrew foi liberado, mas não sem antes ser fotografado em um estado visivelmente abalado, com olhos vermelhos e uma expressão de descrença. Apesar da ausência de acusações formais, a situação levanta sérias preocupações sobre sua conduta e a possível implicação de documentos governamentais.
A amizade de Andrew com Epstein, um criminoso sexual condenado que morreu em 2019, continua a assombrá-lo. Embora Andrew tenha negado irregularidades, a divulgação de documentos pelos Estados Unidos sugere que ele manteve contato com Epstein mesmo após a condenação deste por solicitar prostituição de uma menor em 2008.
O rei Charles expressou profunda preocupação com a detenção do irmão e afirmou que a lei deve seguir seu curso. Em uma declaração, ele destacou a importância de um processo justo e adequado para a investigação das alegações contra Andrew.
Opinião
A detenção de Andrew Mountbatten-Windsor não apenas abala a imagem da realeza britânica, mas também levanta questões sobre a responsabilidade de figuras públicas em relação à ética e à transparência.
