Os Estados Unidos autorizaram, em 12 de outubro de 2023, a compra de petróleo russo que já está em trânsito no mar, como uma medida para ajudar a estabilizar os mercados globais de energia. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que essa é uma “medida de curto prazo, cuidadosamente direcionada”.
Atualmente, existem cerca de 124 milhões de barris de petróleo russo em alto-mar, distribuídos em 30 locais ao redor do mundo, volume que é suficiente para aproximadamente cinco a seis dias de oferta. O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, enquanto a situação geopolítica, especialmente a guerra envolvendo o Irã, tem causado oscilações significativas nos preços.
Medida Temporária e Isenção para a Índia
A autorização é válida até 11 de abril de 2024 e se aplica apenas a produtos de petróleo bruto russo que já estão em transporte. Além disso, uma isenção de 30 dias foi concedida à Índia para a compra desse petróleo. Bessent destacou que a medida não trará um benefício financeiro significativo ao governo russo, já que a maior parte da receita energética de Moscou provém de impostos cobrados no ponto de extração.
O secretário também mencionou que “o aumento temporário dos preços do petróleo é uma disrupção de curto prazo que resultará em um benefício enorme para nossa nação e para a economia no longo prazo”. Contudo, ele lamentou que a Rússia possa obter algum ganho financeiro com a decisão.
Sanções e Proibições
As sanções do G7 e da União Europeia contra o petróleo russo ainda estão em vigor, devido à invasão da Ucrânia em 2022. O então presidente dos EUA, Joe Biden, havia proibido a importação de petróleo russo, gás natural liquefeito e carvão para os EUA. A União Europeia também se comprometeu a eliminar gradualmente todas as importações restantes de petróleo russo até o final de 2027.
Opinião
A decisão dos EUA reflete a complexidade do cenário energético global, onde a busca por estabilidade pode levar a escolhas controversas.






