Futebol

Ênio do Juventude é denunciado por fraude de apostas e pode pegar até 6 anos

Ênio do Juventude é denunciado por fraude de apostas e pode pegar até 6 anos

O atacante Ênio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) por fraude, manipulação de competição esportiva e lavagem de valores. O jogador do Juventude, atualmente emprestado à Chapecoense, é alvo de uma investigação relacionada a partidas do Brasileirão 2025, quando ainda fazia parte da equipe gaúcha.

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, foi apresentada no dia 30 de janeiro de 2025, e alega que o atleta esteve envolvido em um esquema de manipulação de apostas que envolveu valores superiores a R$ 1,9 milhão.

Os Jogos em Questão

Os jogos investigados pelo MP-RS incluem a partida em que o Juventude venceu o Vitória por 2 a 0 em 29 de março de 2025, e a derrota de 5 a 0 para o Fortaleza em 10 de maio de 2025. Em ambas as ocasiões, Ênio recebeu cartões amarelos, o que levantou suspeitas sobre a sua atuação.

Conforme a denúncia, antes dos jogos, houve um aumento anormal de apostas na modalidade “cartão de jogador”, indicando que apostadores poderiam ter conhecimento prévio do resultado do lance. Em abril de 2025, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia alertado o Juventude sobre a manipulação de resultados envolvendo o atacante.

Operação Totonero

Em 20 de maio de 2025, o MP-RS deflagrou a Operação Totonero, que resultou em mandados de busca na casa de Ênio e no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. A operação foi baseada em notificações da CBF e da Ibia (Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas).

A defesa de Ênio reafirma sua presunção de inocência e critica a divulgação de informações sobre o processo, afirmando que isso prejudica a imagem do atleta. O jogador se manifestou em suas redes sociais, defendendo sua conduta correta ao longo de sua carreira e alegando que os cartões recebidos foram resultado de faltas não marcadas.

Decisões Judiciais e Consequências

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que provocar cartões não é considerado manipulação de jogos, o que pode complicar a situação do caso. A pena prevista para o delito de manipulação de resultados é de reclusão de dois a seis anos e multa, conforme o artigo 198 da Lei Geral do Esporte.

Opinião

A situação de Ênio levanta questões importantes sobre a integridade do esporte e a necessidade de medidas rigorosas para combater fraudes nas apostas.