A Energisa enfrenta questionamentos após a mortandade de pássaros na esquina das ruas 26 de agosto com 14 de julho, em Campo Grande. O incidente ocorreu antes das 11h do dia 14 de outubro, quando um bem-te-vi foi encontrado eletrocutado, levantando preocupações sobre a qualidade do isolamento da rede elétrica na região central.
Moradores e trabalhadores notaram um clarão e ouviram o barulho característico de um curto-circuito, que ocorre devido a um aumento súbito da corrente elétrica. O corpo do pássaro foi encontrado com sinais de queimado, indicando que ele pode ter sido o responsável pela descarga elétrica fatal.
Este não é um caso isolado. Nos últimos 14 dias, dois pássaros morreram na mesma esquina, o que tem gerado inquietação entre os transeuntes e trabalhadores da área. Em um episódio anterior, um urubu também foi eletrocutado na mesma região, resultando em falta de energia. O comerciante Anderson Cistraldo recorda que um casal de urubus teve um filhote que morreu na fiação, levando a uma sequência de explosões.
Robert Willian Dutra de Oliveira, proprietário de uma banca de lanches, confirmou que, apesar do barulho do curto-circuito, não houve interrupção de energia durante o incidente recente, o que levanta ainda mais preocupações sobre a segurança da rede elétrica.
A Energisa declarou que os episódios são “pontuais” e que as redes de distribuição possuem sistemas de isolamento e proteção que minimizam os riscos de acidentes. No entanto, a frequência dos incidentes tem gerado desconfiança entre os moradores.
Opinião
A situação revela a necessidade urgente de uma investigação mais aprofundada sobre a segurança da rede elétrica em Campo Grande, garantindo a proteção não apenas dos pássaros, mas também da população local.






