Santa Catarina

Eloy Terena classifica situação de Dourados como crítica e cobra ações urgentes

Eloy Terena classifica situação de Dourados como crítica e cobra ações urgentes

O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítica a situação de Dourados (MS), que enfrenta uma emergência devido ao surto de chikungunya. Até o momento, o estado de Mato Grosso do Sul registrou 1.764 casos confirmados da doença, sendo 759 casos prováveis somente em Dourados.

Durante sua visita ao município em 3 de abril, Terena enfatizou a responsabilidade coletiva em lidar com a crise. “Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica”, afirmou.

Impacto nas Comunidades Indígenas

A situação é ainda mais alarmante nas comunidades indígenas, onde cinco dos sete óbitos registrados no estado ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês. O aumento dos casos levou o Ministério da Integração a reconhecer a emergência em 30 de março, após a prefeitura ter decretado a situação em 27 de março.

O governo federal anunciou a liberação de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados, com o objetivo de combater o mosquito Aedes aegypti e melhorar o atendimento aos pacientes. Deste total, R$ 1,3 milhão será destinado a socorro e assistência humanitária, enquanto R$ 974,1 mil irão para limpeza urbana e remoção de resíduos.

Medidas de Combate e Contratações

Além disso, Eloy Terena anunciou a contratação de 50 agentes de combate a endemias, que começarão a atuar imediatamente. Esses agentes se juntarão a 40 militares do Ministério da Defesa para intensificar as ações de combate ao vetor da doença.

O representante do Ministério da Saúde, Daniel Ramos, garantiu que a assistência é fundamental e que ações de controle vetorial serão implementadas para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde.

Desafios e Ações Necessárias

A situação nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena, continua a ser monitorada, mas a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, afirmou que é difícil avaliar a evolução da situação. Terena também cobrou mais atenção da prefeitura para a coleta de lixo nas comunidades indígenas, a fim de eliminar criadouros do mosquito.

Opinião

A situação em Dourados é um alerta sobre a importância de ações coordenadas entre os diferentes níveis de governo para enfrentar crises de saúde pública, especialmente em comunidades vulneráveis.