Durante a abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15, o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reforçou a cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por investimentos federais. Esta é a 1ª vez que o Brasil sedia a conferência, que reúne 133 partes e 18 países não partes.
Investimentos solicitados
Riedel, que se posiciona como anfitrião do evento, destacou a importância da conferência para a economia local e para a imagem turística de Campo Grande. Ele mencionou que a presença de visitantes ilustres, como embaixadores e cientistas, pode impulsionar o turismo na região. O governador também aproveitou a oportunidade para discutir investimentos no estado, incluindo a rota bioceânica e um projeto de 200 milhões de dólares com 50 milhões de contrapartida.
Objetivos da COP15
O tema da COP15 é “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida“, e o evento visa adotar medidas para proteger as rotas migratórias e os pontos de parada das espécies. O Brasil, que assume a presidência da COP15, terá a responsabilidade de buscar novas adesões e alinhar a participação de líderes internacionais, já que Lula enviou convites a chefes de Estado não partes.
Expectativas e futuro
O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, ressaltou que o Brasil trabalhará nos próximos três anos para aumentar a adesão de países à convenção. A conferência é uma importante plataforma para decidir sobre orçamentos e ações de conservação de espécies migratórias, com expectativas de decisões significativas durante este encontro.
Opinião
A COP15 em Campo Grande representa uma oportunidade única para o Brasil se afirmar no cenário internacional em questões ambientais, mas as promessas de investimentos precisam se concretizar para que os benefícios sejam reais e duradouros.





