Eleições

Eduardo Leite critica Bolsonaro e aponta legado de trazer Lula de volta

Eduardo Leite critica Bolsonaro e aponta legado de trazer Lula de volta

O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à presidência pelo PSD, Eduardo Leite, não poupou críticas ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um encontro do partido no dia 9 de março de 2026. Leite afirmou que o principal legado de Bolsonaro foi trazer Luiz Inácio Lula da Silva de volta à presidência, destacando que o governo do ex-presidente, que ocupou o Palácio do Planalto de 2019 a 2022, não teve entregas significativas.

Durante o evento, Leite declarou: “O grande legado do Bolsonaro foi trazer o Lula de volta. Não adianta querer simplesmente tirar o PT para colocar um mau gestor. Ficou claro com Bolsonaro, foi um governo que não teve entregas”. Essa declaração destaca a divergência entre Leite e outros governadores do partido, como Ratinho Jr. (PR) e Ronaldo Caiado (GO), que optaram por não criticar Bolsonaro e focaram em ataques ao atual presidente.

Leite, que não apoiou nenhum dos principais candidatos nas eleições de 2022, também comentou sobre o sentimento de rejeição dos eleitores em relação aos nomes mais conhecidos da política. Ele acredita que as pesquisas eleitorais devem ser analisadas além dos números de intenção de voto, pois refletem a percepção dos eleitores sobre os candidatos.

Diálogo político e propostas

O governador gaúcho enfatizou a importância de dialogar com as alas da esquerda e da direita que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro. Ele acredita que há espaço para uma convergência política que não se limite às divisões tradicionais entre direita e esquerda. Além disso, Leite apresentou propostas, como a idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal, e ressaltou que programas sociais devem ser acompanhados de crescimento econômico para garantir sua sustentabilidade.

Opinião

A crítica de Eduardo Leite ao legado de Bolsonaro reflete a busca por um novo espaço político e a necessidade de renovação nas propostas para o Brasil.