As tratativas para a composição da chapa da esquerda em Minas Gerais geraram um mal-estar significativo entre os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva, e do PDT, Carlos Lupi. No dia 4 de fevereiro de 2026, após uma reunião entre os dois líderes, Lupi anunciou em suas redes sociais que o PT havia fechado um acordo para apoiar a candidatura de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e membro do PDT, ao governo do estado.
Lupi afirmou que, durante o encontro, reafirmou a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebeu a confirmação do apoio petista às candidaturas em outros estados, como Juliana Brizola no Rio Grande do Sul e Requião Filho no Paraná. A declaração de Lupi gerou reações imediatas, e Edinho Silva não hesitou em desmentir a informação, alegando que a pauta da reunião não tratou do fechamento de palanques.
Em nota à imprensa, Edinho destacou que “as definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais.” Essa discordância entre os presidentes dos partidos pode complicar a estratégia eleitoral do PT e do PDT em Minas Gerais.
Enquanto isso, Alexandre Kalil, que foi derrotado por Romeu Zema nas eleições de 2022, tenta retomar o protagonismo em meio à divergência entre os líderes. Ele publicou em suas redes sociais: “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser.” Zema, por sua vez, já se posiciona como pré-candidato à Presidência da República, apoiando o senador Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno.
Atualmente, Kalil enfrenta desafios significativos, já que o senador Cleitinho (PL-MG) lidera as pesquisas de intenção de voto, e o vice de Zema, Mateus Simões (PSD), também é cotado para a disputa ao governo de Minas Gerais.
Opinião
A crise entre PT e PDT em Minas Gerais pode complicar ainda mais a já desafiadora corrida eleitoral, onde alianças são essenciais para o sucesso nas urnas.
