A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu, na tarde de 26 de outubro de 2023, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa. Com essa votação, Ruas assume o cargo de governador do estado até o fim do ano. Ele foi eleito com 45 dos 47 votos dos deputados presentes, enquanto a oposição boicotou a votação, resultando na ausência de 22 deputados.
A eleição de Ruas ocorre em um contexto conturbado, após a renúncia de Cláudio Castro ao cargo de governador em 23 de outubro de 2023. Castro foi cassado pelo TSE, que o tornou inelegível até 2030, devido a irregularidades em sua campanha de reeleição em 2022.
O Imbróglio Político
A eleição para a presidência da Alerj foi uma resposta à necessidade de um novo comando após a cassação de Castro e a saída de Rodrigo Bacellar (União), que também foi afastado. Desde maio de 2025, o estado do Rio de Janeiro não contava com um vice-governador, o que complicou ainda mais a situação política.
Com a renúncia de Castro, o comando do Executivo estadual estava sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Ricardo Couto de Castro. A oposição, composta por deputados de outros partidos, decidiu boicotar a votação e questionar judicialmente a legitimidade do processo, alegando que a convocação da eleição não respeitou os prazos adequados.
Perfil de Douglas Ruas
Douglas Ruas, nascido em 17 de janeiro de 1989 em São Gonçalo, foi o segundo deputado estadual mais votado nas eleições de 2022, com quase 176 mil votos. Ele possui um histórico político que inclui cargos como subsecretário de Trabalho de São Gonçalo e superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O novo presidente da Alerj declarou um patrimônio de R$ 1,266 milhão e é filho de Capitão Nelson, atual prefeito de São Gonçalo. Sua eleição marca um novo capítulo na política fluminense, em meio a um cenário de crise e incertezas.
Opinião
A eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj e governador interino do Rio de Janeiro traz à tona as tensões políticas que permeiam o estado, refletindo um cenário de instabilidade que pode impactar a governança local.





