O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que convidou Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o Conselho da Paz, um grupo internacional que supervisionará o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). Este comitê, anunciado pela Casa Branca, será responsável pela reconstrução da Faixa de Gaza, que sofreu grandes destruições devido a conflitos, resultando em mais de 68 mil mortes.
Durante uma coletiva de imprensa, Trump expressou sua admiração por Lula, afirmando: “Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”. O convite foi oficialmente confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha se manifestado sobre a aceitação do convite por parte de Lula.
Composição do Conselho e Críticas
Além de Lula, outros líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, também receberam convites semelhantes. O comitê executivo do NCAG contará com figuras como Steve Witkoff, enviado dos EUA para o Oriente Médio, e Marco Rubio, secretário de Estado. A formação deste grupo foi criticada pelo governo israelense, que alegou falta de coordenação com Israel.
O NCAG faz parte de uma iniciativa mais ampla, que inclui um plano de paz para a Palestina, e foi idealizado por Trump em outubro do ano passado. O governo dos EUA está buscando um financiamento de US$ 1 bilhão para garantir a participação permanente dos países convidados no conselho, embora essa cobrança tenha sido negada pela Casa Branca.
Reações e Tensão Internacional
Recentemente, Lula fez críticas a Trump, mencionando que o presidente norte-americano tenta “governar o mundo” através de redes sociais, refletindo um crescente ciclo de tensões entre os líderes. Enquanto isso, a situação em Gaza continua crítica, com relatos de bombardeios e confrontos persistentes, mesmo após o suposto cessar-fogo mediado por Trump.
Opinião
A criação do Conselho da Paz e a inclusão de Lula podem ser vistas como uma oportunidade para o Brasil se posicionar no cenário internacional, mas as críticas e as tensões com Israel indicam que o caminho será repleto de desafios.
