Economia

Dólar despenca 1,6% e fecha em R$ 5,229 após alta do petróleo Brent

Dólar despenca 1,6% e fecha em R$ 5,229 após alta do petróleo Brent

O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (16). O dólar caiu com força e encerrou o dia próximo de R$ 5,20, acompanhando o movimento da moeda no exterior. O dólar comercial encerrou as negociações vendido a R$ 5,229, com recuo de R$ 0,085 (-1,60%). A cotação encostou em R$ 5,28 durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima da mínima do dia.

Expectativas e movimentações no mercado

O mercado estima uma redução da Selic em 0,25 ponto percentual esta semana, com a reunião do Copom marcada para 18 de março. Apesar da queda nesta segunda, o dólar acumula alta de 1,87% em março, mas registra uma queda de 4,72% no ano.

Ibovespa reage positivamente

No mercado de ações, o principal índice da B3 também reagiu positivamente ao ambiente externo e se recuperou após duas quedas seguidas. O Ibovespa avançou 1,25%, encerrando o pregão aos 179.875 pontos, após ultrapassar momentaneamente os 181 mil pontos durante a sessão. O desempenho refletiu a melhora na percepção de risco global e a queda das cotações do petróleo.

Petróleo em queda

A cotação do petróleo Brent ultrapassou os US$ 105, mas fechou em queda de 2,84%. O principal fator por trás da melhora no humor dos mercados foi a queda nas cotações do petróleo, diante da expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent para maio fechou em queda, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e acumule valorização de 40% no mês.

Fatores internos e intervenções do Tesouro

No cenário doméstico, operadores também apontam como fator positivo as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. O órgão realizou duas operações de recompra de papéis, ampliando a liquidez e reduzindo tensões na curva de juros. Essa movimentação ajudou a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que registraram quedas superiores a 30 pontos-base (0,3 ponto percentual) em alguns vencimentos.

Expectativa do Copom

Investidores também ajustam posições antes da reunião do Copom do Banco Central do Brasil, marcada para quarta-feira (18). A expectativa predominante no mercado é de corte mais moderado da taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano. Parte dos analistas, porém, já considera a possibilidade de manutenção da taxa diante das pressões inflacionárias provocadas pela alta recente do petróleo.

Opinião

A movimentação do mercado financeiro reflete a complexidade do cenário atual, onde fatores externos e internos se entrelaçam, criando um ambiente de incertezas e oportunidades.