Economia

Dólar à vista desvaloriza para R$ 5,15 enquanto guerra no Oriente Médio persiste

Dólar à vista desvaloriza para R$ 5,15 enquanto guerra no Oriente Médio persiste

O dólar à vista apresentou uma desvalorização de 0,43% nesta quarta-feira, encerrando o dia cotado a R$ 5,1566. O movimento ocorreu em meio a uma descompressão de risco nos ativos globais, mesmo com a guerra no Oriente Médio ainda em curso.

Durante as negociações, o dólar atingiu uma mínima de R$ 5,1476 e uma máxima de R$ 5,1771. O euro comercial também registrou recuo, cotado a R$ 5,9723, aproximando-se da mínima do ano de R$ 5,9691.

Fluxo Cambial e Intervenções do Banco Central

O fluxo cambial da última semana foi positivo, totalizando US$ 1,597 bilhão, resultado da entrada de US$ 1,495 bilhão pela conta comercial e US$ 101 milhões pela conta financeira. O Banco Central realizou leilões de US$ 1 bilhão em resposta à pressão na taxa do dólar “casado”, que representa a diferença entre o dólar futuro e o dólar à vista.

A intervenção do Banco Central, que ocorreu após as vendas de dólares com compromisso de recompra, visou irrigar o mercado com dólares, mesmo que temporariamente. Essa ação se deu em um contexto onde o fluxo cambial permaneceu positivo, sugerindo que a intervenção não foi apenas uma resposta à falta de dólares, mas também uma medida para controlar a arbitragem no cupom cambial.

Expectativas e Análises de Mercado

Segundo um relatório do Goldman Sachs, o real, o florim húngaro e o rand sul-africano têm se destacado como as moedas com melhor desempenho em dias de alívio no prêmio de risco global. O banco sugere que, em caso de desescalada do conflito no Oriente Médio, essas moedas seriam as preferidas para investimento.

Além disso, o relatório destaca que as expectativas positivas em relação às eleições na Hungria, marcadas para 12 de abril, podem influenciar o desempenho das moedas emergentes, incluindo o real.

Opinião

A desvalorização do dólar reflete um cenário de alívio temporário, mas a continuidade da guerra no Oriente Médio ainda gera incertezas para o mercado financeiro.