Política

Djailson de Souza pede aposentadoria e deixa Tribunal de Justiça de MS em crise

Djailson de Souza pede aposentadoria e deixa Tribunal de Justiça de MS em crise

Menos de cinco meses após ser promovido a desembargador, Djailson de Souza teve seu pedido de aposentadoria voluntária publicado no diário oficial da Justiça no dia 2 de outubro de 2023. A partir de 3 de outubro, ele deixa suas atividades no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Nascido em Bataguassu, na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo, e filho de lavradores baianos, Djailson foi empossado no tribunal em 21 de outubro de 2022. Ele completou 65 anos em agosto do mesmo ano e, apesar de poder continuar na magistratura até os 75 anos, decidiu se aposentar, já que possui 35 anos de magistratura e tempo de contribuição suficientes.

Seu salário bruto, que ultrapassou R$ 146 mil, é um dos mais altos do tribunal, onde pelo menos outros 30 desembargadores poderiam solicitar aposentadoria, mas optam por permanecer ativos devido aos altos rendimentos. Em janeiro, um desembargador chegou a receber R$ 281,2 mil.

Após uma trajetória que começou em cartórios e incluiu atuação como advogado e professor, Djailson ingressou na magistratura em 1990. Ele atuou em diversas varas, incluindo a Vara da Infância e Juventude de Sete Quedas e a 1ª Vara Cível de Corumbá. Em 2014, assumiu a Vara do Juizado Especial de Trânsito, onde permaneceu até sua promoção.

A aposentadoria de Djailson representa a segunda baixa no TJMS em 2023, que conta com 37 desembargadores. Ary Raghiant Neto, indicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também anunciou planos de renúncia ao cargo ainda neste mês.

Opinião

A saída de Djailson de Souza evidencia a instabilidade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que enfrenta desafios com a manutenção de seus desembargadores.