O Disque Denúncia divulgou um cartaz de procurado com a foto do ex-goleiro Bruno Fernandes, após a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro revogar sua liberdade condicional no dia 5 de março de 2026. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu um mandado de prisão para Bruno, que deve cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto, com validade de 16 anos.
Desde a revogação, Bruno não se apresentou à Vara de Execuções Penais. De acordo com informações do TJRJ, a defesa do ex-atleta protocolou uma petição com embargos de declaração e aguarda a manifestação do Ministério Público.
A decisão de revogar a liberdade condicional de Bruno ocorreu após ele ter realizado uma viagem para o Acre em 15 de fevereiro sem a devida autorização do Juízo da Execução Penal. O juiz Rafael Estrela Nóbrega destacou que as ações do apenado demonstram descaso no cumprimento do benefício concedido.
Bruno Fernandes foi condenado em 2012 a 23 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samúdio, que desapareceu em junho de 2010. Em 2019, ele progrediu para o regime semiaberto e, em janeiro de 2023, recebeu a liberdade condicional.
Opinião
A situação do ex-goleiro Bruno levanta questões sobre a eficácia do sistema de justiça e a responsabilidade dos apenados em respeitar as condições de liberdade condicional.






